Ativistas pró-aborto interromperam uma missa católica na Catedral de Westminster, em Londres, no último sábado. O incidente ocorreu momentos antes da realização da Marcha pela Vida na capital britânica.

Os manifestantes se posicionaram entre a congregação e o altar, exibindo uma faixa com os dizeres: “Pró-vida? Isso é uma mentira. Vocês não se importam se as pessoas morrem!”. Vídeos do ocorrido, divulgados pela conta The Dyke Project no Instagram, mostram a ação dos ativistas.

Interrupção durante a missa

De acordo com Jeremiah Igunnubole, conselheiro jurídico da Alliance Defending Freedom (ADF), que concedeu entrevista ao Daily Signal, católicos estavam reunidos para rezar pacificamente e assistir à missa pela proteção da vida no Reino Unido. As orações foram interrompidas por membros da Feminist Strike Coalition.

Igunnubole classificou o protesto como uma “ilustração perturbadora de uma igreja na qual tanto a santidade da vida quanto o estado de direito são frequentemente desconsiderados”. Os ativistas, por sua vez, pediram aos participantes da missa que rezassem por “aqueles que foram encarcerados protegendo sua autonomia corporal” e por aqueles que foram “intimidados pela igreja”.

Fontes informaram ao Daily Signal que a segurança da catedral agiu rapidamente, escoltando os ativistas para fora do prédio antes do início da Marcha pela Vida. A Arquidiocese de Westminster não se manifestou sobre o ocorrido quando contatada pelo Daily Signal.

Repercussão e contexto

Isabel Vaughan-Spruce, codiretora da Marcha pela Vida, descreveu a interrupção como “irônica” em sua fala ao Daily Signal. Ela mencionou ter sido presa diversas vezes por orar silenciosamente em vias públicas e que, ao rezar em uma igreja, ainda assim não encontrou paz.

Vaughan-Spruce destacou que a missa contou com a presença de milhares de pessoas, incluindo 15 bispos, e estava com “lotação esgotada”. Ela observou que “alguns manifestantes começaram a gritar no início da missa, mas foram removidos rapidamente”. A líder da Marcha pela Vida interpretou a oposição como um sinal de que “o aborto está se tornando uma pauta pública mais viva” na Grã-Bretanha.

Possíveis implicações legais

Jeremiah Igunnubole, que já atuou no Serviço de Promotoria da Coroa da Grã-Bretanha, sugeriu que os ativistas podem ter violado a lei. Ele citou a Seção 2 da Lei de Jurisdição dos Tribunais Eclesiásticos de 1860, que tipifica como crime “comportamento tumultuado, violento ou indecente em igrejas”. Além disso, ele levantou a possibilidade de violação da legislação de ordem pública.

Igunnubole criticou o sistema de justiça britânico, afirmando que “aqueles que mantêm crenças pró-vida muitas vezes se acostumaram a ser vítimas de criminalidade com impunidade para os infratores”. Ele mencionou casos de voluntários pró-vida agredidos ou maltratados, cujas investigações seriam, segundo ele, “lentas, superficiais e desdenhosas”, contrastando com a rapidez com que clientes da ADF foram detidos por oração silenciosa.

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