O atacante Ferrán Torres, que saiu do banco de reservas, marcou o gol decisivo que garantiu à Espanha seu segundo título mundial neste domingo, em uma vitória por 1 a 0 sobre a Argentina. Após a partida, Torres, jogador do Barcelona, expressou o alívio e a emoção do momento.

“O gol é o menos importante; agora, tudo o que eu quero é agarrar esse troféu e apertá-lo com toda a minha força, porque acredito que ele representa o sonho dos 47 milhões de pessoas que representamos em campo hoje — porque acho que merecemos e demos tudo de nós”, declarou Torres, que foi eleito o melhor jogador da final.

O jogador também atribuiu sua força e resiliência à sua fé. “Graças a Deus, Ele sempre me dá forças para continuar, e no final — como sempre digo — Deus concede as coisas àqueles que mais merecem”, enfatizou o atacante. Ele revelou, em entrevista dias antes da final, a relevância de sua crença: “Tenho um crucifixo e uma imagem da Virgem Maria; no fim das contas, acho que ter uma fé tão forte me dá muito apoio — é algo muito importante para mim”.

Ferrán Torres não é o único na seleção espanhola a expressar publicamente sua fé católica. O técnico Luis de la Fuente, antes da semifinal em que a Espanha venceu a França por 2 a 0, mencionou que reza “todos os dias, mas não porque estou em uma Copa do Mundo ou para conseguir um resultado”. Ele explicou na ocasião: “Dou graças todos os dias — todos os dias, quando acordo e me sinto bem, olho para mim mesmo e digo: ‘Mais um dia para aproveitar a vida’. Agradeço por essas pequenas coisas. Rezo — porque rezo todos os dias — não para pedir mais ajuda”.

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