Uma decisão judicial recente na Flórida permitiu que o estado prossiga com um processo contra a Planned Parenthood, acusando a organização de veicular informações enganosas sobre a segurança da pílula abortiva. A ação busca uma indenização de US$ 350 milhões.

Em 27 de maio, o juiz J. Scott Duncan, do Tribunal do Primeiro Circuito do Condado de Santa Rosa, rejeitou o pedido da Planned Parenthood para arquivar a ação. O processo, movido em novembro de 2025 pelo procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, argumenta que a Planned Parenthood fez afirmações falsas, como a de que medicamentos abortivos seriam mais seguros que produtos como Tylenol, Viagra e penicilina.

Cenários em outros estados e países

Em um desenvolvimento relacionado, o governador do Colorado, Jared Polis, sancionou uma lei que exige que centros de saúde universitários ofereçam pílulas abortivas químicas. Contudo, a legislação prevê isenções para instituições que possam ter sua participação em subsídios federais comprometida, que precisem desviar de práticas de faturamento aceitas, ou modificar padrões médicos. Universidades também podem se isentar por motivos de crenças ou práticas religiosas.

Paralelamente, a Escócia registrou um número recorde de abortos em 2025. Estatísticas divulgadas em 26 de maio pelo Public Health Scotland indicam que 18.783 abortos foram realizados no ano passado, o maior número já documentado no país. Atualmente, a Escócia protege fetos a partir da 24ª semana de gestação.

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