Pastores do Texas discutem o avanço do Islã e a aplicação da Lei Sharia no estado
Um evento no leste do Texas reuniu pastores para debater o que alguns consideram ser a “islamificação” do estado, com foco na Lei Sharia.
Sumário do artigo
Um encontro no leste do Texas reuniu pastores no último sábado para um treinamento focado em como responder ao que os organizadores descrevem como o avanço do Islã no Estado da Estrela Solitária. O evento, promovido a convite do pastor Ben Warrick, da Igreja Batista Pine, contou com a participação de membros do Allied Special Intelligence Group e do cineasta Chris Burgard.
O Allied Special Intelligence Group se descreve como uma organização que utiliza conhecimentos em operações especiais militares, contrainteligência e inteligência humana para capacitar cidadãos a “atrasar, perturbar, desmantelar e remover redes comunistas/marxistas e terroristas” de suas comunidades, visando a “restauração e proteção da República Constitucional”.
Palestrantes e Contexto
John Bennett, veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e ex-deputado estadual de Oklahoma, e Matt Shea, ex-segundo-tenente do Exército dos EUA, advogado conservador, pastor e político que atuou na Câmara dos Representantes de Washington de 2009 a 2021, conduziram as discussões. Ambos possuem experiência prévia no Oriente Médio.
O pastor Ben Warrick afirmou ao Daily Signal que organizou o treinamento em sua igreja para informar sua comunidade. Ele mencionou a proximidade de mesquitas em Mount Pleasant e na região de Dallas-Fort Worth-Plano. “Eu quero estar preparado”, disse Warrick ao Daily Signal, acrescentando que vê a situação como uma “guerra” e um “campo de batalha”.
O Filme e as Alegações
O treinamento começou com a exibição do filme “Lembre-se do Álamo: Não Aplique a Sharia no Meu Texas”, de Chris Burgard. O filme sugere a existência de um esforço coordenado para introduzir a lei Sharia na sociedade americana, com o Texas como alvo principal. O objetivo da exibição era apresentar aos pastores uma visão do Islã e o que os organizadores consideram ser uma ameaça ao estado e ao país.
Bennett e Shea, em sua apresentação, alegaram que islamistas buscam a destruição da civilização ocidental e que a lei Sharia seria incompatível com a Constituição dos EUA, citando as Primeira, Segunda, Quarta, Oitava, 13ª e 14ª Emendas. Eles afirmaram que a ameaça é particularmente perceptível no Texas, onde suas pesquisas teriam identificado pelo menos 314 mesquitas em funcionamento.
Memorando da Irmandade Muçulmana e a “Jihad Civilizacional”
A dupla destacou um memorando de 1991 da Irmandade Muçulmana que usa o termo “jihad civilizacional” para descrever uma estratégia para avançar objetivos islamistas no Ocidente. O memorando, segundo eles, indica que essa jihad possui dimensões políticas, sociais e religiosas, visando a infiltração em grupos cívicos e instituições, como as forças de segurança. Bennett e Shea argumentaram que a igreja seria o principal alvo dos islamistas.
“A igreja é o que conserva os valores que tornaram este país grande, e é por isso que eles querem atacá-la”, disse Shea ao Daily Signal em uma entrevista após o evento. Ele também afirmou que o ataque à igreja ocorreria ao “minar a Palavra de Deus, denegrir o aspecto sobrenatural do cristianismo e, em seguida, convencer as pessoas de que é moralmente correto ficar fora da política e não se envolver na esfera política”.
Bennett comentou sobre a interpretação da Primeira Emenda, afirmando ao Daily Signal que, embora garanta a liberdade de religião, muitos não compreenderiam seu significado original. Ele citou George Mason, um dos Pais Fundadores, que teria argumentado pela liberdade religiosa referindo-se apenas às diferentes seitas da religião cristã. Bennett apresentou exemplos de documentos fundamentais pré-Revolução, como trechos dos Artigos da Confederação das Colônias Unidas e do Pacto do Mayflower, além de declarações de ex-autoridades eleitas do século XVII e ordens gerais de George Washington em Valley Forge de 1778.
Islã como “Estilo de Vida Completo” e o “Eixo Vermelho-Verde”
Em entrevista ao Daily Signal, Bennett questionou se o Islã é uma religião, afirmando que “o próprio Islã diz que não é uma religião, é um estilo de vida completo — social, militar, político”.
Esse aspecto totalizante do Islã, conforme Bennett e Shea, teria dado origem ao que eles chamam de “Eixo Vermelho-Verde”, um termo usado por alguns comentaristas políticos para descrever uma suposta aliança entre grupos comunistas ou de extrema-esquerda (o “vermelho”) e grupos islamistas (o “verde”). Eles alegam que este eixo se opõe à soberania nacional e às liberdades individuais. Shea mencionou que múltiplos grupos radicais estariam operando dentro do Eixo Vermelho-Verde, incluindo o John Brown Gun Club, Antifa, Unity of Fields, Sunrise Movement, No Kings e os Socialistas Democráticos da América. Esses grupos não responderam a pedidos de comentário até a publicação.
Perspectiva do Tenente-Coronel Aposentado
O tenente-coronel aposentado do Exército e ex-candidato republicano ao governo do Texas, Pete “Doc” Chambers, também compareceu ao evento. Chambers descreveu o que ele chama de problema islâmico e da Sharia como um “problema do califado”. Ele afirmou que “Temos um sistema que está entrando no Texas, entrando nos Estados Unidos, que está tentando assumir a governança dos Estados Unidos”.
Chambers, que disse ter trabalhado no campo de inteligência no Texas, estimou a existência de cerca de 400 mesquitas no estado, as quais ele se referiu como “plataformas avançadas”, e que, segundo ele, a maioria das pessoas as vê como “benignas”. Ele reiterou que o Texas seria o “inimigo número um” do califado islâmico, pois “se você derrubar o Texas, o resto do país vai junto.”
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