O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou na segunda-feira um plano para criar cinco novos supermercados municipais, um em cada distrito da cidade, onde os consumidores poderiam adquirir uma cesta básica de produtos com 30% de desconto. A iniciativa busca oferecer estabilidade de preços, diferentemente das flutuações observadas em estabelecimentos privados, e se aplicaria a clientes de todas as faixas de renda.

Segundo o gabinete de Mamdani, a cesta de produtos incluiria itens essenciais como hortifrútis frescos, carnes, frutos do mar, laticínios e cerca de 20 outras categorias de produtos de despensa e refrigerados. A expectativa é que essa redução obrigatória de custos possa diminuir a conta média de supermercado dos nova-iorquinos em 15%, o que representaria uma economia de aproximadamente US$ 1.000 anuais. O prefeito destacou que a medida é fundamental para tornar a cidade mais acessível a famílias que enfrentam dificuldades para comprar alimentos.

“Toda semana, os nova-iorquinos entram em um supermercado esperando que os preços não tenham subido de novo”, afirmou Mamdani na coletiva de imprensa. Ele ressaltou a importância de garantir um desconto de 30% em produtos básicos como ovos, leite, frango e frutas e legumes frescos, prometendo estabilidade em uma cidade marcada pela imprevisibilidade.

Detalhes do Projeto e Críticas

A administração de Mamdani informou que está buscando supermercados ou empresas qualificadas para operar esses novos estabelecimentos, que seriam subsidiados pelo governo. O Daily Signal entrou em contato com o gabinete do prefeito para obter mais detalhes sobre o desconto, mas não obteve resposta até o momento da publicação original.

O plano, contudo, tem gerado críticas de especialistas. Eles argumentam que a política de supermercados estatais poderia onerar o orçamento da cidade, prejudicar negócios locais e, eventualmente, causar escassez de produtos. Sara Eisen, âncora da CNBC, comentou no X que os supermercados já operam com margens de lucro baixas (1% a 2%), o que implicaria que os contribuintes teriam de subsidiar os descontos de 30%. Ela alertou que isso poderia levar ao fechamento de mercados locais e bodegas, que teriam que competir com as lojas da prefeitura enquanto arcam com aluguéis comerciais e buscam lucro.

Peter St. Onge, economista da The Heritage Foundation, expressou no X que, ao vender produtos 30% abaixo do valor de varejo, a cidade perderia “pelo menos 28 centavos a cada dólar”. Ele previu que essas lojas subsidiadas poderiam atrair clientes a ponto de “supermercados de verdade abandonarem a cidade”, até que os contribuintes se cansem do “ralo de dinheiro” e cortem os subsídios.

Locais e Custos Previstos

Em abril, o prefeito anunciou que a primeira das lojas municipais seria inaugurada no East Harlem, com um custo estimado em US$ 30 milhões. Segundo o jornal The New York Times, esse valor representa metade do montante solicitado em seu orçamento para financiar as cinco lojas. Outra unidade foi anunciada para Hunts Point, no Bronx, com abertura prevista para 2027. O gabinete de Mamdani também está buscando “identificar locais potenciais para futuras lojas no Brooklyn, Queens e Staten Island”.

Aviso Editorial

Este conteúdo foi estruturado com o auxílio de Inteligência Artificial e submetido a rigorosa curadoria, checagem de fatos e revisão final pelo editora-chefe Lara A. Lopes. O Quanta Notícia reafirma seu compromisso com a ética jornalística, garantindo que o julgamento editorial e a validação das informações são de inteira responsabilidade humana, do editor.

Fonte